Acesso Online

A Logística do Transporte Sustentável. A Sobrevivência do Planeta passa por aqui. 

Fotovoltaicamente Sustentável
19 de agosto de 2017
Como empreender nas novas economias?
19 de outubro de 2017
Exibir Tudo

A Logística do Transporte Sustentável. A Sobrevivência do Planeta passa por aqui. 

Veículos elétricos, compartilhados, transporte individual sob demanda, coletivos, caminhões inteligentes, bikes… O transporte urbano vive um momento de constantes transformações…

A ONU (Organização das Nações Unidas) preconiza, que um maior investimento em transportes verdes, eficientes e sustentáveis pode ser a via do alcance de metas globais de sustentabilidade e proporcionar uma economia de US$ 70 trilhões até 2050.

É sabido, que durante todo o 2016, várias grandes corporações fabricantes de veículos, cravaram os olhares de suas produções industriais automotivas, para a questão de um transporte sustentável, iniciando fusões com empresas de tecnologias como nunca visto na história desse setor.

Via-se a necessidade latente de buscar um protagonismo no mercado de sistemas autônomos, compartilhados e elétricos.

Levando como base essa informação, devemos observar esse movimento sob duas ópticas: as questões econômicas-ambientais que se cruzam em diversos momentos, por isso, devem ser vistas como divisores para a sobrevivência, ou não, do setor, e claro, do nosso planeta.

Desde a revolução industrial, que trouxe a reboque o aço, incentivando o transporte coletivo através do fornecimento de trilhos para os bondes, bem como, a energia a vapor, originando os trens sob esse tipo de energia o carvão industrial, nunca estivemos num mundo tão ameaçado, na busca dessa metamorfose profunda, que transformará o transporte mundial mais uma vez.

Se Henry Ford com sua produção em série estivesse nos observando, viria que estamos prestes de quebrar mais um paradigma, no campo da logística dos transportes.

Os arquitetos e planejadores urbanos pós-guerra, não chegaram a testemunhar esse crescimento exponencial da indústria automobilistica e seus efeitos a longo prazo, cuja dedicação quase que exclusiva, foi a circulação prioritária dos veículos em detrimento da mobilidade das pessoas.

Hoje, a gestão da mobilidade urbana não alcança o todo.

Diferentes modais raramente têm integração física, operacional e tarifária.

Pelo contrário, muitas vezes disputam entre si.

Não há um incentivo ao uso mais inteligente dos recursos e da infraestrutura.

Cidades vizinhas não se conversam.

É comum diferentes linhas apresentarem sobreposição ao percorrerem trajetos semelhantes.

E, dia a dia, cai o volume transportado de passageiros.

Enfim, a história mostra que, invariavelmente, a inovação precede a regulação.

E no mundo dos negócios em transformação, sobrevivem os mais resilientes.

E como a mobilidade autônoma, elétrica e compartilhada que se avizinha irá impactar o transporte coletivo

Caminhamos para um futuro no qual não cabem veículos poluentes circulando de forma ineficiente com poucos passageiros, nem congestionamentos de carros autônomos, mesmo se movidos à energia limpa.

Enquanto o mercado segue independente, puxando as inovações, como o caminhão elétrico e a otimização da capacidade dos veículos, compete ao setor público trabalhar por uma rede multimodal integrada de dimensão metropolitana.

Essa rede precisa contemplar os grandes eixos de deslocamento e prover acessibilidade local.

Ao se alinhar aos planos diretores e ao planejamento, ela fomenta tanto o desenvolvimento urbano como a mobilidade do amanhã.

Números em nosso País de acordo com a Confederação Nacional do Transporte – CNT dão conta de que 42% de CO2 lançados na atmosfera somente pelo modal rodoviário sofrerá um acréscimo em torno de 4% até 2020, se nada for feito.

A cadeia logística menos agressiva e mais sustentável, via de regra tem nos caminhões elétricos ainda um custo mitigado em torno de 40%, no que tange, ao frete, impactando profundamente de forma positiva no valor final do produto.

A tecnologia é fator fundamental nessa meta global: Motorização mais econômica, softwares que ajudam na otimização da cubagem e preenchimento da carga, roteirização eficiente, etc.

Em nosso País, a malha rodoviária roda anualmente 40% do tempo sem cargas, quilometragem inócua suficiente para dar a volta ao mundo 300 mil vezes.

É hora de agir, de unir talentos e esforços para oxigenar a mobilidade urbana brasileira, devemos seguir para um novo modelo de transporte, em sintonia com as questões ambientais e seguindo uma linha economicamente positiva.

Desta forma, aquilo que está em volta do ecossistema logístico se mantém vivo junto com todo mercado e não fica preso a paradigmas do século passado, até porque a sobrevivência do planeta passa por aqui.

Por Prof. José Célio Fialho

Fonte: https://www.logisticaavancada.com/colunista-prof-jose-celio-fialho/

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *